Elaboração de um ensaio
O contracto de
aprendizagem apresentado para esta Unidade Curricular previa a eloboração por
parte do mestrando, de um ensaio sobre um dos seguintes blocos:
BLOCO 1.
Comunicação e Aprendizagem na Turma Virtual: CMC, Interacção Online e Distância Transaccional.
Comunicação e Aprendizagem na Turma Virtual: CMC, Interacção Online e Distância Transaccional.
BLOCO 2.
Tecnologias Emergentes e Ambientes Virtuais de
Aprendizagem: dos LMS aos PLEs.
BLOCO 3.
Modelos de Aprendizagem nas Redes Sociais Alargadas
BLOCO 4.
Tecnologias Emergentes e Novas Práticas Pedagógicas: REAs , MOOCs e Mobile Learning
Tecnologias Emergentes e Novas Práticas Pedagógicas: REAs , MOOCs e Mobile Learning
Depois de uma
leitura dos textos constantes destes blocos, aprenstados pelo professor, a
nossa escolha recaiu sobre o primeiro bloco, tendo como pano de fundo para nossa
reflaxão o texto “CMC e Educação Online: Da distância à Proximidade" de Quintas-Mendes
et al. (2010).
Durante a leitura
deste texto, temos sentido uma grande atracção em procurar os contornos
subjacentes aos discursos se que produzem em relação á comunicação face-a-face e
á comunicação mediada por computador. Por ser tratar também a primeira vez que
estávamos sendo confrontado com esta abordagem, do ponto de vista académico,
quizemos aprofundar esta matéria. E , de
facto este assunto despertou tanto a nossa curiosidade, a ponto de constituir-se como o tema (numa outra perspectiva) de
um outro trabalho que apresentamos na disciplina de Aprendizagens e Tecnologias
e que deixo aqui uma breve apresentação:
A VELHA ESCOLA AINDA MORA AQUI?!
Durante as minhas pesquisas para a elaboração de um ensaio sobre o
tema “Comunicação face-a-face e Comunicação Mediada por Computador: da fala
ao teclado, para a Unidade Curricular de Comunicação Educacional,
atropecei-me na seguinte afirmação:“Computers in the classroom are often
viewed with skepticism. They are seen by critics as boring and anti-social, a
haven for geeks and a mechanical, inhumane form of training. (Stahl, Koschmann
& Sutthers, 2006). Creio que a afirmação em si não trás nada de novo,
porém, ela transporta em seu ventre um forte significado para quem vê nas novas
tecnologias de informação e comunicação um recurso imprescindível capaz de
provocar um abalo nos modelos pedagógicos postulados pela “velha escola”.
Todos os discursos que hoje são produzidos no campo da educação
têm sido conduzidos no sentido de mostrar que a escola tem, uma necessidade
quase que imperiosa, de transformar as suas práticas pedagógicas,
harmonizando-as com os novos cenários que a evolução tecnológica pode
proporcionar. Investigações têm demonstrado que as novas tecnologias são
importantes para a criação de ambientes de aprendizagens significativas.
Ironicamente, apesar disso, e de tantos gritos que implora para
uma mudança de paradigma, parece que as instituições escolares permanecem
enclausuradas não dando sinais de cedências. As tecnologias evoluem num ritmo excepcional
enquanto a escola não muda, ou se começa a mudar fá-la de forma tímida e a
passos de caracol. A única preocupação da escola é, se calhar, a
disponibilização de uma sala com computadores para os professores ensinarem os
alunos, como se isto alterasse o rumo das coisas. Os professores continuam
dogmáticos, os alunos consumidores passivos, e a transmissão de conteúdo
continua a ser por assimilação e repetição.
Para este trabalho, a questão que se coloca, e que tentaremos
esclarecer, através de uma breve revisão de literatura é: o que é que está
faltando às escolas, para que o discurso da mudança de que tanto se reclama, e
que enfatiza o uso das novas tecnologias de informação e comunicação na
educação, se possa efectivar?
José Cruz
e Silva
Tinhamos
notado que o texto de Quintas-Mendes et al (2010) focalizava sua atenção na
importância que a comunicação mediada por computador tem no
processo de ensino e em particular no ensino á distância.
Começamos então
a formatar o nosso raciocinio, saltitando de literatura em literatura, esboçando
timidamente um fio que nos conduzissem a algum lugar. Num primeiro momento
extravassamos o nosso sentimento, traduzido nas seguintes palavars:
Comunicação
face-a-face: Um primeiro e vago olhar
Um aperto de mão e aquele olhar de soslaio.
Um abraço fraternal e aquele sorriso disfarçado. O afagar das mãos da pessoa amada
e o sussurrar nos ouvidos em momentos de paixão. O reencontro para matar as
saudades dos que ficaram depois de uma longa viagem. Quero dizer… deixam-me
expressar… Gosto de sentir o tacto, o hálito, o palpar. Quero olhar os meus
olhos nos olhos de quem com quem falo. Quero sentir o cheiro da conversa de
taberna e dar uma palmadinha nas costas do meu amigo João. Quero falar de
futebol, quero gritar com as vitórias e baixar as orelhas com as derrotas,
quero rir das piadas que me contam nas festas do meu aniversário e chorar das angústias
que me sufocam nas noitinhas pálidas e solitárias de inverno. Quero
compartilhar com os olhos… Quero amar na presença, quero acariciar na troca.
Quero sim, quero porque preciso necessariamente de o querer… Tenho de
comunicar. E que esta seja um segredo que guardo em teus ouvidos. (…)
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