sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

CMC

Num segundo momento de nossa pesquisa fomos procurar o que a literatura tem dito sobre a importancia da comunicação mediada por computador numa era onde as tecnologias são o motor de desenvolvimento de toda a sociedade repercutindo directamente na nova forma como aprendemos e ensinamos.
 
 
Comunicação Mediada por Computador: sobrevoando um percurso
 
“ […] a ausência de pistas visuais e de linguagem não verbal fazia com que a comunicação mediada por computador fosse vista como um parente pobre da comunicação face-a-face pouco susceptível de poder suportar ambientes com fortes exigências ao nível da interacção social”. (Quintas-Mendes, Morgado & Amante, 2010, p.25.)


Extremamente célere, diversificado e complexo. É assim que adjectivamos o percurso feito pelas redes de comunicação nestes últimos vinte anos. A capacidade inata do homem quanto à sua natureza comunicacional ultrapassa todas as fronteiras, ludibriando o impossível, para buscar nas descobertas e invenções, mecanismos que lhe permite assegurar a sua auto-realização firmada na interacção com os demais. Pela inigualável importância que desempenha em nossa vida, o surgimento do computador e as múltiplas aplicações que dela se vai germinando, tem constituído, em nosso dias, um assunto muito interessante e pertinente, somando avolumadas bibliografias de especialistas que exploram as suas incalculáveis potencialidades em todas as vertentes e ao pormenor. De facto, desde o seu surgimento, o computador tem assumido, inequivocamente, um lugar de destaque no palco das transformações que se ocorrem em todos os domínios. Contudo, esta conquista não é nem recente nem casual. É sim, o desembocar de uma árdua e profunda diligência do homem na permanente busca de desenvolver instrumentos que lhe possibilitasse, em todos os aspectos, melhorar a sua qualidade de vida e remonta a antiguidade. A invenção da primeira máquina de contar, o ábaco, há mais de 5.000 anos atrás permitiu, sem dúvida, revolucionar o cálculo e assentar as basses para que se desse o primeiro passo na evolução da história de processamento de dados. Pelo que, do ábaco à calculadora de Pascal, da máquina analítica de Babbage ao primeiro computador eléctrico de Konrad Zuse, da ENIAC de trinta toneladas ao Ipad3 da Apple com menos de dois quilogramas, árduas e controversas páginas foram escritas.

De todo modo, ao centrarmos nossa atenção nestas últimas cinco décadas, as pesquisas nos dão conta de que o computador foi inicialmente criado com o propósito de ajudar o homem na feitura de cálculos considerados complexos. De facto, devido á sua rapidez e precisão, quando os primeiros computadores digitais surgiram, a ideia que se vincou era de uma máquina para cálculo e a primeira rede operacional de computadores desenvolvida nos finais de 1969, (a Arpanet) não foi projectada para troca de mensagens entre pessoas. Seu objectivo inicial era de desenvolver uma rede de comunicação que permitisse a transmissão de dados. Entretanto, com o avanço tecnológico, o crescimento da rede veio a modificar completamente a forma como as pessoas a utilizavam, abrindo espaços para troca de arquivos de programas e dados de usuários de um mesmo computador e foi assim que se apercebeu da grande potencialidade que este recurso tem para armazenar e trocar mensagens. (Oeiras e Rocha, 2000, p.2). Assim, não será demais afirmar que Outubro de 1969 ficará eternizado, por ser a data em que se estabeleceu o primeiro diálogo entre dois computadores remotos. Na sua tese de doutoramento, intitulado“Docência Online: comunicação mediada por computadores em rede na prática docente”, Alzino Mendonça (2009, p.27.) deixou-nos um fragmento deste simples diálogo, protagonizado entre duas pessoas, uma delas no Instituto de Pesquisa da Universidade de Stanford e a outra na Universidade da Califórnia, em Los Angeles:

Lá vai... chegou um L?

- Chegou

- Chegou um O?

- Chegou

- Droga! Emperrou!

- É, aqui também.

Não fosse pela importância que traria em nossas vidas, seria um diálogo fútil e vazio. Porém, este macro constitui, indubitavelmente, o abrir de uma nova página na história da comunicação. Segundo Oeiras e Rocha (2000, p.2.):

“Com o desenvolvimento das redes, o computador passou a ser utilizado também como meio de comunicação. Esse uso se justifica pelo fato que é da natureza humana a necessidade que pessoas têm em se comunicar e que elas são altamente motivadas a interagir qualquer que seja o meio disponível. Um estímulo para usar o computador é que esse recurso permite novas maneiras de manipular e comunicar todos os tipos de informação e em vários tipos de mídia (texto, áudio, vídeo). Hoje, com a popularização da Internet, milhares de pessoas se comunicam através de correio electrónico (e-mail), fóruns (newsgroup), videoconferência, bate-papo (chat), listas de discussão dentre outras modalidades. Cada uma delas pode ser implementada com interfaces totalmente distintas. Isto muitas vezes depende principalmente de factores como público-alvo e o uso pretendido para a ferramenta”.

Dito de outra forma, a sociedade em rede na qual nos integramos hoje, tem-nos proporcionado uma miríade de escolhas no tocante aos meios de comunicação a utilizar, e, em boa verdade, cada um com as suas particularidades e potencialidades. Como disse Ruivo e Mesquita (2010, p.202) “não será demais afirmarmos que vivemos nesta primeira década do seculo XXI, um grande movimento de turbulência”. A revolução científica e tecnológica, principalmente a evolução das tecnologias de informação e comunicação tem revolucionado definitivamente o nosso modo de vida, as nossas formas de interagir, de socializar e de aprender, e não temos que escamotear a realidade. O nosso mundo mudou e com ele mudou também o nosso estilo de vida. “Graças ao desenvolvimento das modernas redes de comunicação actualmente é possível manter, em tempo real, diálogos com imagem e som com pessoas de diversas partes do planeta. Até algumas décadas tal avanço era inimaginável”. (Figueiredo e Silva, 2012, p.2). Na esteira do sociólogo espanhol Manuel Castells (1999) citado por Mendonça (2009, p.29),

“Um novo sistema de comunicação que fala cada vez mais uma língua universal digital tanto está promovendo a integração global da produção e distribuição de palavras, sons e imagens de nossa cultura como personalizando-os ao gosto das identidades e humores dos indivíduos. As redes interactivas de computadores estão crescendo exponencialmente, criando novas formas e canais de comunicação, moldando a vida e, ao mesmo tempo, sendo moldadas por ela”.

Mas, falar de comunicação mediada por computadores, implica posicionar-nos num tempo mais recente, porque efectivamente só a partir dos meados da década de 90 é que o vasto público teve acesso ao maior conglomerado de redes de comunicação do mundo, a internet. Unindo mundos e pessoas, arrebentando fronteiras, ela proporcionou as assas para que a famosa e frenética frase do filosofo Sócrates “eu sou um cidadão, não de Atenas ou da Grécia, mas do mundo” passasse de mera ideologia, para efectivamente ter sentido no campo do real e nas práticas cotidianas de homens de toda a sorte. Dai que, falar de comunicação mediada por computador, pressupõe á partida, a existência de duas pessoas que, através da transmissão de dados em uma rede de computadores, se comunicam tendo a internet como a espinha dorsal de toda a ligação. Como sendo, uma comunicação interpessoal, tem incorporado um conjunto diverso de aplicações que promove uma comunicação em teia, ou seja, de um para um, um para muitos e muitos para muitos, possibilitando sobretudo que haja uma interacção rápida e eficiente entre indivíduos ou grupo de indivíduos que se encontram fisicamente distantes.

Na verdade, uma das grandes potencialidades da comunicação mediada por computador é o facto de permitir que se encurtasse as assimetrias geográficas e culturais num mundo que ganhou força colectiva com a chamada “a era da globalização”. Para Ruivo e Mesquita (2010, p.202), Este fenómeno mundial e recente, “teve impulso com a evolução tecnológica no domínio da comunicação o que implicou que as economias deixassem de depender directamente de um único local de produção e distribuição dos bens e se constituíssem redes de produção e distribuição sem fronteiras de qualquer natureza”. Na verdade, a revolução tecnológica, através da comunicação mediada por computador, inaugurou uma nova prateleira de oportunidades e esfriou a lareira das desigualdades sociais. A redefinição dos conceitos de espaço e de tempo devem ser esclarecidos á luz desta nova abordagem comunicacional, pelo que, na perspectiva de Thompson (2008) citado por Mendonça (2009, p.29),

“ [...] o desenvolvimento dos meios de comunicação cria novas formas de acção e de interacção e novos tipos de relacionamento sociais – formas que são bastante diferentes das que tinham prevalecido durante a maior parte da história humana. Ele faz surgir uma complexa reorganização de padrões de interacção humana através do espaço e do tempo. Com o desenvolvimento dos meios de comunicação, a interacção se dissocia do ambiente físico, de tal maneira que os indivíduos podem interagir uns com os outros ainda que não partilhem do mesmo ambiente espaço-temporal. O uso dos meios de comunicação proporciona assim novas formas de interacção que se estendem no espaço (e talvez também no tempo), e que oferecem um leque de características que as diferenciam das interacções face a face. O uso dos meios de comunicação proporciona também novas formas de “acção a distância” que permitem que indivíduos dirijam suas ações para outros, dispersos no espaço e no tempo, como também responderem a ações e acontecimentos ocorridos em ambientes distantes”.

Então, pode-se dizer, que as expressões “anytime and anywhere” adquiriram um sentido próprio, projectaram os arrimos onde se assenta o ícone da comunicação em nossos dias, onde as variáveis tempo e espaço, puderam constituir-se como marcas identitárias para a diferenciação das modalidades que caracterizariam a comunicação mediatizada. Enquanto o espaço produzia o conceito de presencial, Sime-presencial e distância em contextos mediatizados, o tempo de demora entre o envio e a recepção de uma mensagem produzia um dos parâmetros utilizados para classificar as modalidades da comunicação mediada por computador em síncronas e assíncronas. (A comunicação síncrona é estabelece em tempo real, onde as mensagens trocadas entre o emissor e o receptor são instantaneamente codificadas e portanto o feedback é momentâneo. Dito de forma mais profunda, os dois agentes de comunicação sentem-se “corpo presente”. A comunicação assíncrona efectiva-se em um espaço de tempo mais demorado e parece existir um espaço de “tempo morto” entre o envio e consequente resposta da mensagem).

Tendo estabelecido entre si um pacto perfeito, o tempo e o espaço, conseguiram harmonizar-se para fazer da comunicação mediada por computador algo aprazível, inusitado e peculiar. E, não resta nenhuma dúvida que quanto mais sofisticada vai se tornando, mais espaço vai ganhando, alterando significativamente o estilo de vida das pessoas no mundo de hoje. Porque a juventude é o grosso da população mundial, um exemplo fulminante são as chamadas redes sociais que nos interpela para novos conceitos tanto de comunicação como de interacção social. Para uns são um espectáculo, para outros, uma perdição. As mensagens instantâneas a as mensagens de texto, rotulados de Tecnologias Socialmente Interactivas, estão a redefinir as redes sociais na juventude de hoje. A rapidez e o baixo custo a elas associadas são os grandes atractivos destas ferramentas, permitindo a manutenção e a criação de novas redes sociais online. Admite-se que existem pontos de vistas que alimentam discursos contraditórios nesta matéria, pois, enquanto uns defendem que elas podem salvar os jovens do isolamento social e depressão, outros amparam a posição de que o seu intenso uso promove comportamentos anti-sociais. Tal como acontece com o uso de qualquer tecnologia, há uma variedade de factores que afectam o modo como as tecnologias socialmente interactivas são usadas quer a nível individual quer a nível de dinâmica de grupo. (Bryant, Sanders-Jackson e Smallwood, 2006, online)

Sem se constituir, propósito primeiro, atroçoar o mito do “olho no olho”, da “fala ao pé do ouvido”, do “sentir a presença”, da“afectividade”, que legitima e preserva a dinastia do “face-a-face, parece que esta vai se render aos encantos que da Comunicação Mediada por Computador se dimana. É certo que, apesar dos grandes avanços tecnológicos, existem alguns aspectos característicos da comunicação face-a-face que são ainda difíceis de ser representados numa comunicação mediada por computador. Como disse Oeiras e Rocha (2009, p.4), “A realidade possui propriedades, filosoficamente chamadas de acidentes, como cor, forma, altura, velocidade, textura, fonte de letras dentre outros, que nem sempre podem ser representadas de maneira fácil e satisfatória”. Decerto, um dos grandes objectivos das investigações neste campo tem por base o desenvolvimento de aplicações tecnológicas que permitem uma aproximação mais possível de tais representações. Segundo estes autores, “À medida que a tecnologia evolui, novos programas são desenvolvidos com o objectivo de incluir aspectos da comunicação face a face de maneira que a comunicação mediada pelo computador possa ser satisfatória aos seus usuários”. (Oeiras e Rocha, 2009, p.6). E, de facto, ao tentar aproximar o mais possível da comunicação face-a-face, está-se a dizer, por outras palavras, que se valoriza e se reconhece a verdadeira força que esta comunicação representa em nossas vidas. Um irrefutável exemplo é a elaboração, cada vez mais detalhada, dos emotions, que oferece aos cibernautas uma sensação de presenciabilidade.

Não negamos, que existe um grande cepticismo e um discurso alimentado em ideias fragmentadas, quanto á relação de proximidade entre os interlocutores numa CMC. No dizer de Quintas-Mendes, Morgado e Amante (2010, p.3,4), existem um conjunto de questões provenientes do senso comum que colocam em causa “a possibilidade da comunicação á distância e a comunicação interpessoal mediatizada”.

Contudo, vários são os estudos que, no intento de desmistificar os estigmas enraizados nestes discursos herdados pelo costume e pela observação empírica, um tanto quanto deslocados do contexto actual, apontam resultados interessantes. No texto “Comunicação Mediatizada por Computador e Educação Online: da Distância à Proximidade” de António Quintas-Mendes, Lina Morgado e Lúcia Amante, texto e autores que vimos citando, encontraremos descritos resultados de pesquisas que elucidam a eficácia da CMC, e que transcrevemos, em excertos: (porém, para um olhar mais profundo sobre esta questão recomendamos uma leitura integral deste artigo).

·“[…] dada uma quantidade de tempo e de mensagens trocadas em número suficiente para a formação de impressões e para o desenvolvimento relacional crescer, e desde que tudo o resto se mantenha igual, a comunicação relacional em fases adiantadas de CMC e a comunicação face-a-face serão equivalentes. De facto, os grupos CMC foram classificados pelos observadores como tendo maiores níveis de comunicação relacional do que os grupos face-a-face, independentemente do período temporal de observação”. (Walther, 1992)

·“[…] os observadores classificaram os grupos CMC com scores mais altos do que os grupos face-a-face ao nível da expressão de afectos nos grupos de discussão, ao nível da similaridade percebida entre os membros do grupo, e ao nível do grau de distensão ou relaxamento durante as discussões”. (Walther, 1992)

· “ […] para pertencermos a um grupo, ou para nos identificarmos com um grupo, não necessitamos de nos encontrar face-a-face”. (Spears & Lea, 1992)

·“ […] a ausência de pistas não-verbais em ambientes de comunicação mediada por computador pode de facto aumentar, e não diminuir, a presença social em contextos de grupos”. (Rogers & Lea, 2005)

·“[…] de facto, não ser capaz de ver outros membros do nosso grupo, pode aumentar a nossa identificação com o grupo, porque as diferenças entre os seus membros se tornam menos visíveis”. (Quintas-Mendes, Morgado e Amante, 2010)

·“[…] participantes que não se podiam ver uns aos outros se classificaram como muito parecidos entre si ao nível de similaridade de atitudes e atractividade física e social”. (Chilcoat e DeWine, 1985)

·“[…] os emissores de uma mensagem podem optimizar a sua auto apresentação, isto é, podem apresentar-se a si próprios a uma luz mais positiva do que poderiam fazê-lo numa comunicação face-a-face, dado que não têm que se preocupar com o seu comportamento não-verbal. Estar liberto da exigência de alocar recursos mentais, escassos, no controlo das nossas pistas visuais e da nossa aparência, significa que podemos alocar mais recursos à construção da mensagem, de novo levando a uma impressão mais positiva que é transmitida ao receptor”. (Quintas-Mendes, Morgado e Amante, 2010)

·“[…] a CMC assíncrona tem maior tendência a levar à interacção interpessoal porque: a) os comunicadores podem dedicar mais tempo à CMC, sendo menos distraídos por factores externos ao processo de comunicação; b) podem despender mais tempo a compor e a editar a mensagem; c) podem aliar mensagens sociais com mensagens de tarefa; d) não necessitam de utilizar recursos cognitivos para responder imediatamente, podendo assim dar maior atenção à mensagem (ou seja, não têm de estar preocupados com o feedback imediato ao interlocutor) ”. (Walther, 1992)

·“[…] a CMC pode portanto ser mais social e intima ou “hiperpessoal” quando comparada com a comunicação face-a-face.” (Utz, 2000)

·“[…] o estudo dos comportamentos de proximidade em contexto educacional mediatizado tem assumido uma importância crescente. A investigação em educação tem mostrado que a utilização de comportamentos de proximidade tem efeitos muito positivos ao nível da qualidade da relação entre os estudantes e entre os professores e os estudantes, no plano afectivo, no plano da motivação, e ainda no plano académico”. (Swan, K., 2002, Swan 2006, Danchack et al. Liu, & Ginther, 2001, Witt, 2004; Santos, 2008).

·“[…] na CMC, a partir da noção de Distância Transacional de Moore (1973), em Educação a Distância, o problema da distância psicológica é mais crucial do que o problema da distância física”(Shin, 2003).

Estes “excertos” de resultados espelham de modo evidente as potencialidades desta modalidade de comunicação. De facto, a valorização da comunicação mediada não é uma questão de capricho nem de imposição. O mundo impõe novas regras de convivência e de interacção social. A demanda das pessoas quanto ao acesso às redes de comunicação é crescente e sua expansão irreversível. As pessoas começam a sentir a necessidade de se conectarem ao mundo e um novo contexto de vida social emerge em sintonia com as necessidades impostas pela sociedade de consumo. É assim que Laymert Santos (2003) citado por Mendonça (2009, p.30) narra essa passagem:

“Tudo se passa como se, graças ao fantástico desenvolvimento da tecnologia, nosso velho mundo atual estivesse sendo progressivamente abandonado em troca do mundo da realidade virtual. A crônica das aplicações da eletrônica, da informática e das telecomunicações é um registro dessa espécie de transferência que sectores inteiros da produção e da vida social estão empreendendo rumo ao ciberespaço. Cada vez mais empresas e indivíduos lidam com dados, informações e imagens que circulam pelas redes e fazem disso a sua actividade principal”.

E ainda, concluiu, dizendo: “Quando não só nossas mentes, mas também nossos corpos começarem a experimentar cotidianamente a mudança de dimensão, talvez descubramos que, sem perceber, já estávamos vivendo numa outra sociedade” (Santos, 2003 citado por Mendonça, 2009, p.30). O mundo virtual começa a tomar conta da nossa realidade e o número de usuários da internet que crescem exponencialmente, tem demonstrado que a rede global vai abranger, inevitavelmente, “todo o espectro da comunicação humana, de política e religião a sexo e pesquisa”. (Castells, 1999 citado por Mendoça 2009, p. 30). Trata-se, portanto, no dizer de Mendonça (2009, p.30), “de uma realidade cuja evidência é testemunhada pelo dia-a-dia das pessoas – seja por estarem imersas nessa realidade, seja por estarem dela excluídas –, mas cujo significado e alcance não foram, ainda, apreendidos em toda a sua extensão pela maioria delas”.

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